"Quando eu era pequena não tinha medo nenhum de bicho-papão, mula-sem-cabeça ou de bruxa malvada. Quem me aterrorizava era outro tipo de monstro. Eles atacavam em bando. Chamavam-se Os Outros.
Nada podia ser mais danoso que Os Outros. As crianças acordavam de manhã já pensando neles. Quer dizer, as crianças não: as mamães. Era com os outros que elas nos ameaçavam caso não nos comportássemos direito. Se não estudássemos, Os Outros nos chamariam de burros. Se não fôssemos amigos de toda a classe, os Outros nos apelidariam de bicho-do-mato. Se não emprestássemos nossos brinquedos, Os Outros nunca mais brincariam conosco.
E o pior é que as mães não mantinham a lógica do seu pensamento. “Mas mãe, todo mundo dorme na casa dos amigos” “Eu lá quero saber dos Outros? Só me interessa você!” Era de pirar a cabeça de qualquer um. Não víamos a hora de crescer para nos vermos livres daquela perseguição.
Veio a adolescência, e que desespero: descobrimos que os Outros estavam mais fortes do que nunca, ávidos por liquidar com nossa reputação.
“Você vai na festa com esta calça toda furada? O que Os Outros vão dizer?”
“Filha minha não viaja sozinha com o namorado, não vou deixar que vire comentário na boca dos Outros”.
Não tinha escapatória: aos poucos fomos descobrindo que os outros habitavam o planeta inteiro, estavam de olho em todas as nossas ações, prontos para criticar nossas atitudes e ferrar com nossa felicidade.
Hoje eles já não nos assustam tanto. Passamos por poucas e boas e, no final das contas, a opinião deles não mudou o rumo a nossa história. Mas ninguém em sã consciência pode se considerar totalmente indiferente a eles. os outros ainda dizem horrores de nós. Ainda têm o poder de nos etiquetar, de nos estigmatizar. A gente bem que tenta não levá-los a sério, mas sempre que bate uma vontade de entregar os pontos ou de chorar no meio de uma discussão, pensamos: “Não vou dar este gostinho para Os Outros”.
Está para existir monstro mais funesto do que aquele que poda nossa liberdade."
Martha Medeiros
Obs: Encontrei esse texto no módulo de Gramática quando estava fazendo uma tarefa, na hora pensei "Nossa esse texto tem que ir pro blog", e aqui está só eu acho que a Martha Medeiros escreve muito bem? Claro que não né, e esse texto descreve exatamente o que acontece com muitas de nós.
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Dica de Leitura - Os Heróis do Olimpo.
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Nona Letra
Lembram quando eu fiz a dica de leitura de Percy Jackson e Os Olimpianos nesse post, e comentei nele que o Rick Riordan que escreveu os livros do Percy Jackson tinha escrito uma nova serie Os Heróis do Olimpo e que logo eu começaria a ler o primeiro livro O Herói Perdido. Então eu comecei a ler e já terminei e como sempre amei os livros, vou confessar que no primeiro livro eu senti falta do Percy (ele é muito lindo e engraçado), mas no segundo livro ele volto O Filho de Netuno.
Ok, chega de ficar falando e vamos fazer a resenha dos livros.
O Herói Perdido - Percy Jackson desapareceu misteriosamente do Acampamento Meio Sangue, e logo nesse momento aparece Jason Grace, que é filho de Zeus, junto com seus amigos Leo Valdez filho de Hefesto e Piper McLian filha de Afrodite juntos eles precisam libertar Hera que foi presa por Gaia que está acordando de seu profundo sono com o plano de destruir os deuses. E desejam encontrar Percy que está desaparecido, e Jason quer recuperar a memória que Hera roubou, e quando ele a libertar ele poderá ter suas lembranças de volta. Jason, Leo e Piper fazem parte da nova profecia do Acampamento.
O Filho de Netuno - Depois que Jason e seus amigos libertaram Gaia, Percy tenta encontrar o caminho para chegar ate o Acampamento Jupiter um acampamento romano, chegando lá ele conhece Frank e Hazel juntos eles precisam cumprir a missão que foi dado por Marte nome romano de Ares, se não forem bem sucedidos os acampamento serão destruídos. Percy e seus amigos conseguem e voltam para salvar o Acampamento Jupiter, lá Percy ganha a confiança dos romanos e esperar Jason e seus amigos com o navio para irem até a Grécia e salvar o mundo dos deuses. Eles também fazem parte da profecia dos Sete.
Gente gostei muito dos dois livros, principalmente do segundo porque aparece o Percy, o primeiro livro já chegou aqui no Brasil, O Filho de Netuno eu não tenho certeza se já chegou aqui o irmão da minha amiga comprou o segundo livro em inglês (vocês podem perceber na foto do livro que o nome do livro está em inglês), o terceiro livro será lançado esse ano A Marca de Atena. Não vejo a hora de lançar os próximos livros e saber o final dessa serie. E vocês gostaram dos livros?
Ano Novo, integrante nova.
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Nona Letra
Ano Novo, começamos com novidades aqui no blog. Como vamos voltar as aulas logo logo (infelizmente, porque queríamos mais férias) precisamos de mais pessoas para atualizar o blog, então resolvemos chamar mais uma amiga, a Beatriz Dias a D. Ela vai postar sobre moda mas também escreves textos como todas nós fazemos. Aqui vai a apresentação da D.
Não compreendo para que tantas definições. Queria muito me definir mais simplesmente travo na primeira palavra, acho que tenho certa confusão de identidade.... Surpreendo-me com as maravilhas da vida, com o amor. Posso dizer que sou apaixonada pela vida...Posso dizer que gosto da simplicidade com um toque sofisticado. Gosto do cheirinho de roupa nova, e de quando chego em casa depois de tomar aquele banho, nada mais agradável do que deitar em uma cama na qual os lençóis estão limpinhos. Gosto de quando chove e sentimos aquele cheiro de terra molhada. Choro em filmes bobos e tenho verdadeiros amigos. Sinto saudades, ciúmes, insegurança, sentimental ao extremo mas quem não é!?Dizer quem sou esta fora de cogitação, pois ao mesmo tempo em que sou uma coisa me transformo em outra. Meu nome é Beatriz Dias, tenho 16 anos, não toco nem canto, não cozinho, não trabalho... Apenas gosto de um bom livro de poesia.
Bom, logo logo tem post da D aqui no blog, assim vocês vão conhece-la melhor!
Feliz Natal!
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Nona Letra
Hoje acredito que todos comemorem o Natal, com um belo jantar cheio de comidas deliciosas, doce, e trocas de presentes, todas as casas iluminadas pela magia do Natal. Mas como todos nós sabemos o verdadeiro significado do Natal não é a troca de presentes, a comida, a decoração ou o papai noel. O verdadeiro significado é o nascimento de Jesus ou Emanuel que significa Deus está conosco. E nós decidimos trazer para vocês um vídeo bem legal um cordel sobre o Natal, vale a pena assistir até o final.
Desejamos um Feliz Natal a todos vocês que leem o blog, que possam ter um Natal cheio de paz, alegria e amor, mas não se esqueçam do verdadeiro significado do Natal.
Um amor para recordar
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Nona Letra
O último que li foi Um amor para Recordar (nome original A Walk to Remember). Galera, é lindo! Pensei que iria existir uma semelhança com o filme, mais são poucas partes, o livro tem suas diferenças logo nas primeiras partes. Não vou dizer qual eu gosto mais, se é do livro ou do filme (click para ver o trailer), gosto muito dos dois hehe'.
É envolvente, li em um dia (para vocês verem o tanto que é envolvente), emocionante, apesar de ler já sabendo o final eu chorei (confesso!), é simples e perfeito...
Foto do filme
A sinopse que a editora do livro publicou:"Quando tinha dezessete anos, a vida de Landon Carter mudou para sempre. Isso foi há quarenta anos, quando ele se viu diante de um impasse que pode ser catastrófico para um rapaz dessa idade: arrumar uma companhia para o baile de formatura. Landon já havia namorado uma garota, Angela, mas antes das férias daquele verão ela o havia trocado por um rapaz mais velho e com um carro mais bonito. Não que Landon não tivesse dinheiro. Era filho de um dos únicos políticos da pequena Beaufort, na Carolina do Norte, tinha uma bela casa, um carro e frequentava com os pais os melhores restaurantes da cidade. Mas naquele ano, não tinha mais nenhuma opção feminina para acompanhá-lo ao baile em honra aos ex-alunos da escola.
Todas as mais bonitas já haviam sido convidadas e só lhe restavam as que usavam óculos de fundo de garrafa ou as de língua presa. A última esperança era encontrar alguém no álbum de retratos dos alunos da escola. Foi lá que encontrou Jamie Sullivan. Depois de resistir por quase uma hora, folheando o livro de trás para frente, Landon teve de dar o braço a torcer e aceitar que Jamie era sua opção mais razoável, a não ser que quisesse ficar servindo ponche e limpando as poças de vômito nos banheiros, que era o que os rapazes desacompanhados acabavam fazendo nos bailes."
Editora: Novo Conceito
Autor: Nicholas Sparks
Categoria: Ficção, Romance
Soneto da Fidelidade.
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Nona Letra
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinícius de Moraes
A Última Crônica - Fernando Sabino.
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Nona Letra
A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.
São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.
Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.
Autor: Fernando Sabino
Versículos do dia.
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Nona Letra
"Com a Sabedoria o Senhor Deus criou a terra; e com seu conhecimento colocou o céu no lugar próprio. A sua sabedoria fez os rios nascerem e fez as nuvens darem chuva à terra. "
Provérbios 2.19-20
"O ódio provoca brigas, mas o amor perdoa todas as ofensas."
Provérbios 10.12
"Quanto mais você fala, mais perto está de pecar; se você é sábio, controle a sua língua."
Provérbios 10.19
C. (@IsaCristtynna)
@ultimapagiina
Outros escritores.
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“Não me prendo a nada que me defina. Sou companhia, mas posso ser solidão. Tranquilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca.”
Clarice Lispector
Outros escritores.
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“Não sou boa com números. Com frases-feitas. E com morais de história. Gosto do que me tira o fôlego. Venero o improvável. Almejo o quase impossível. Meu coração é livre, mesmo amando tanto. Tenho um ritmo que me complica. Uma vontade que não passa. Uma palavra que nunca dorme. Quer um bom desafio? Experimente gostar de mim. Não sou fácil. Não coleciono inimigos. Quase nunca estou pra ninguém. Mudo de humor conforme a lua. Me irrito fácil. Me desinteresso à toa. Tenho o desassossego dentro da bolsa. E um par de asas que nunca deixo. Às vezes, quando é tarde da noite, eu viajo. E – sem saber – busco respostas que não encontro aqui. Ontem, eu perdi um sonho. E acordei chorando, logo eu que adoro sorrir… Mas não tem nada, não. Bonito mesmo é essa coisa da vida: um dia, quando menos se espera, a gente se supera. E chega mais perto de ser quem – na verdade – a gente é."
Fernanda Mello.
C. (UltimaPagiina)
Observado, observando
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Nona Letra
Essas coisas ocorrendo, outras também que venho percebendo. Vejo tudo isso e logo penso, eu como observador de tudo (Detalhe, um mero adivinhador). Pessoas como eu precisam se acostumar a bater a cabeça num muro, pois somos como cegos em pleno campo de batalha. Levamos tiros, tropeçamos em falsas afirmações. Tudo isso pra chegar a um consenso. Consenso esse que poderia nos trazer a verdade. Verdade que nunca irá ser absoluta, pois não somos conhecedores de tudo, para sabermos de tudo.
Devemos experimentar de tudo, ver de tudo. Então ser observador é como brincar de cabra cega, sendo que nunca iremos tirar a venda dos olhos. Sabendo que um dia teremos certeza de algo, mais estaremos tão impactados por falsas afirmações que nem perceberemos, e isso passará batido por nossas mentes.
Observar não é reconhecer e sim aprender, pois do pouco de conhecemos dele aprendemos. Aprendemos a amar, pensar, sentir, ouvir. Aprendemos a aprender. Aprender com erros. Aprender com emoções. Aprender sozinhos. Verdadeiros altos didatas, sozinhos.
Observadores não conhecem observadores, pois quando se encontram não se conhecem apenas se observam. Tentando extrair disso conhecimento, mesmo sabendo que não existe conhecimento absoluto.
M. (@_isamaciel)
U.P. (@ultimapagiina)

















